Concordância verbal e nominal no ENEM
Concordância verbal e nominal no ENEM: entenda como o conteúdo cai na prova, revise os conceitos essenciais e pratique com questões comentadas.
Entenda antes de memorizar
Concordância é o mecanismo gramatical que ajusta palavras da frase para que elas 'combinem' entre si em gênero, número e pessoa. Concordância verbal ajusta o verbo ao sujeito (em número e pessoa); concordância nominal ajusta adjetivos, artigos e pronomes ao substantivo a que se referem (em gênero e número). A regra geral parece simples — o verbo concorda com o sujeito, o adjetivo concorda com o substantivo —, mas boa parte da dificuldade do tema está em identificar corretamente qual é o sujeito ou o substantivo de referência em frases mais complexas, não em aplicar a regra em si.
Como raciocinar
Para verificar concordância verbal, primeiro identifique o núcleo real do sujeito, ignorando temporariamente expressões intercaladas ou adjuntos que possam distrair a análise. Para verbos impessoais (haver no sentido de existir, verbos de fenômeno natural), lembre-se de que eles nunca variam, independentemente do que os segue. Para concordância nominal, identifique a que substantivo específico o adjetivo, artigo ou particípio se refere antes de ajustar gênero e número — em frases mais longas, o termo de referência pode estar mais distante do que parece à primeira leitura.
Do conceito à aplicação
Com sujeito simples, o verbo concorda em número e pessoa com o núcleo do sujeito: 'O aluno estuda' (singular), 'Os alunos estudam' (plural). A dificuldade surge quando o núcleo do sujeito está distante do verbo, separado por expressões intercaladas — 'A lista de convidados, apesar dos atrasos frequentes, chegou a tempo' tem como núcleo do sujeito 'lista' (singular), não 'convidados' ou 'atrasos', mesmo esses estando gramaticalmente mais próximos do verbo.
Expressões partitivas ('a maioria de', 'grande parte de') seguidas de um substantivo no plural permitem concordância tanto com o núcleo da expressão partitiva (singular: 'a maioria dos alunos estudou') quanto com o substantivo que a segue (plural: 'a maioria dos alunos estudaram') — ambas as formas são aceitas pela norma-padrão nesse caso específico, o que costuma gerar dúvida em quem já decorou apenas uma das duas possibilidades.
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