Crase e regência verbal no ENEM
Crase e regência verbal no ENEM: entenda como o conteúdo cai na prova, revise os conceitos essenciais e pratique com questões comentadas.
Entenda antes de memorizar
Crase é a fusão da preposição 'a' com o artigo definido feminino 'a' (ou com pronomes demonstrativos iniciados por 'a'), marcada na escrita pelo acento grave (à). Regência verbal é o estudo de qual preposição (se houver) cada verbo exige para se conectar a seus complementos. Os dois temas estão profundamente ligados, porque a crase só ocorre quando a regência do verbo (ou de outro termo) já exige a preposição 'a', e ao mesmo tempo o termo seguinte admite artigo feminino — sem entender a regência primeiro, é impossível decidir corretamente se a crase deve ou não ser usada.
Como raciocinar
Para decidir sobre crase, aplique o teste de substituição por um termo masculino equivalente: se resultar em 'ao', há crase; se resultar apenas em 'o', não há. Antes de aplicar esse teste, confirme que o verbo ou termo regente realmente exige a preposição 'a' — sem essa exigência de regência, não há crase possível, independentemente do gênero do termo seguinte. Para regência verbal, memorize os verbos mais frequentemente cobrados que mudam de preposição conforme o sentido (assistir, visar, aspirar, chegar, ir), já que são esses os casos que mais aparecem em prova.
Do conceito à aplicação
A crase só é possível quando duas condições se encontram simultaneamente: o termo regente (geralmente um verbo) exige a preposição 'a' antes de seu complemento, e o termo regido é feminino e admite artigo definido antes dele. Em 'assisti ao filme', não há crase possível porque 'filme' é masculino (não admite o artigo feminino 'a'); em 'assisti à peça', há crase porque 'peça' é feminino e o verbo 'assistir' (no sentido de ver) exige a preposição 'a'.
Um teste prático e confiável para verificar se há crase é substituir o termo feminino por um equivalente masculino: se a substituição exigir a preposição 'ao', há crase no feminino original ('vou à escola' → 'vou ao colégio', logo há crase); se a substituição exigir apenas 'o', não há crase ('vi a menina' → 'vi o menino', logo não há crase, é apenas o artigo 'a', sem a preposição).
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