Português e Linguagens · Revisão ENEM

Variação linguística no ENEM

Variação linguística no ENEM: entenda como o conteúdo cai na prova, revise os conceitos essenciais e pratique com questões comentadas.

Visão geral

Entenda antes de memorizar

A língua portuguesa não é um sistema único e uniforme: ela varia conforme região, classe social, idade, grau de formalidade da situação e meio de comunicação usado. Variação linguística é o estudo dessas diferenças, e o ponto central do tema para o ENEM é compreender que nenhuma variedade é linguisticamente 'errada' — a norma-padrão é apenas uma das variedades da língua, socialmente prestigiada e usada em contextos formais, mas não superior gramaticalmente às demais variedades usadas em outros contextos.

Método

Como raciocinar

Ao ler um texto que contém marcas de variação linguística (regionalismos, gírias, construções populares), não trate essas marcas como 'erros', mas identifique a que tipo de variação elas pertencem (regional, social, de formalidade) e qual efeito de sentido ou caracterização social o autor pretende produzir usando-as. Em questões sobre preconceito linguístico, associe a resposta correta à ideia de que toda variedade tem lógica interna própria e que a norma-padrão é uma entre várias variedades, prestigiada socialmente mas não superior gramaticalmente.

Entenda o conteúdo

Do conceito à aplicação

Variação diatópica (ou geográfica) ocorre entre regiões diferentes — o sotaque, o vocabulário e certas construções gramaticais mudam entre o português falado no Nordeste, no Sul ou em Portugal, por exemplo. Variação diastrática ocorre entre grupos sociais diferentes, relacionada a escolaridade, classe social e acesso a determinadas normas linguísticas de prestígio.

Variação diafásica ocorre conforme o grau de formalidade da situação comunicativa — a mesma pessoa fala de forma diferente em uma entrevista de emprego e em uma conversa informal com amigos, adaptando o registro sem que isso signifique 'não saber' a língua formal ou informal. Variação diacrônica ocorre ao longo do tempo histórico — palavras, construções e pronúncias mudam de uma geração para outra, o que explica por que textos antigos soam diferentes da língua falada hoje.

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